Pular para o conteúdo principal

Direto do Forno: Division Hell – Carpe Mortem [2019]

Por Daniel Benedetti
“Missão dada é missão cumprida”.
A frase da personagem Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite, aplica-se bem neste fato. Quando o pessoal da Consultoria do Rock me designou para esta resenha, foi o que me veio à mente.
Até por não ser fã de Death Metal, eu confesso que não conhecia a Division Hell, banda curitibana formada em 2010 e que chega ao seu segundo disco com Carpe Mortem, um trocadilho bem sacado com a máxima em latim carpe diem quam minimum credula postero (literalmente: aproveita o dia e confia o mínimo possível no amanhã).
O álbum foi gravado no Funds House Studio, em Curitiba, com produção de Alysson Irala e do vocalista da banda, Hugo Tatara. A edição, em um lindo Digipack, foi lançada pela Quiat Produções em 20 de setembro de 2019.
O primeiro destaque que pode ser apontado no trabalho é a ótima produção, a qual deixa o som extremamente nítido e muito limpo, permitindo que todas as nuances da musicalidade apresentada sejam bem percebidas.
A proposta sonora da Division Hell em Carpe Mortem é um Death Metal violento, bastante agressivo e brutal, que se desenvolve de modo homogêneo ao longo das 9 faixas do álbum. Verdadeiras porradas estão presentes em “I Am Death”, “The 9 Circles”, “Murder The Mankind” e “Human Guilt”. Os vocais de Hugo Tatara são um grande destaque.
“Umbral” é a faixa que se mais se diferencia das demais, não por abrir mão do peso, mas por ser totalmente instrumental, sem os vocais agressivos de Tatara.
Em suma: é nesta linha bastante agressiva, na qual o Death flerta com o Thrash Metal, que Carpe Mortem se desenvolve. Bem executado e bem produzido, o álbum deve agradar aos fãs do estilo.
Formação
Hugo Tatara – Vocal/Guitarra
Renato Rieche – Guitarra
Johnny Benson – Baixo
Rubens Potrich – Bateria
Faixas
  1. The 9 Circles
  2. Rise Against
  3. Toxic Faith
  4. Human Guilt
  5. I Am Death
  6. Undying
  7. Blood Never Dries
  8. Umbral
  9. Murder The Mankind
Imagens do Instagram oficial da banda (https://www.instagram.com/divisionhellofficial/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CASO MCCOLLUM X OSBOURNE

  CASO MCCOLLUM X OSBOURNE   Em outubro de 1984, John McCollum, de 19 anos, cometeu suicídio em seu quarto em Indio, Califórnia. Embora tenha sido rapidamente determinado que o ferimento à bala foi autoinfligido, a família não achava que seu filho era o único culpado, foi descoberto que McCollum estava ouvindo a música 'Suicide Solution' de Ozzy Osbourne do álbum 'Blizzard of Ozz' no momento de sua morte.   A família McCollum entrou com uma ação contra Osbourne e sua gravadora, alegando que a música tinha letras escondidas que encorajavam o suicídio. Osbourne respondeu que não havia letras ocultas e que a música era na verdade uma faixa anti-suicídio. O caso durou vários anos, mas a equipe jurídica da família não conseguiu provar que a letra incitava a ação e, em 1988, o juiz indeferiu o processo contra Osbourne.     OZZY OSBOURNE diz que sua música 'Suicide Solution' foi mal compreendida: 'As pessoas entendem a porra da coisa errada' ...

The Gary Moore Band - Grinding Stone [1973]

Gary Moore – Grinding Stone [1973]   24/04/2019   Resenha de Álbum Por Daniel Benedetti Robert William Gary Moore nasceu em 4 de abril de 1952, em Belfast, na Irlanda do Norte. Seja no Blues ou no Rock, Gary ficaria conhecido pelo seu talento ao tocar guitarra. Moore cresceu em um lugar chamado Castleview Road, ao leste de Belfast, como um dos cinco filhos do casal Bobby, um promotor de eventos, e Winnie, uma dona de casa. Ele deixou a cidade quando era adolescente, por causa de problemas familiares (seus pais se separaram um ano depois) bem como pelo início de conflitos separatistas que começaram na Irlanda do Norte, ao final dos anos 1960. Moore aprendeu a tocar ainda muito jovem, em um velho e acabado violão, aos dez anos de idade. Ele começou a se apresentar bem cedo, fazendo sua estreia ao vivo em uma banda de escola, durante o intervalo de um dos shows promovidos por seu pai. Ganharia sua primeira guitarra de qualidade (uma Fender Telecaster) aos 14...

Wheels of Steel

Wheels of Steel é a quarta faixa do segundo álbum de estúdio da banda inglesa Saxon, também chamado   Wheels of Steel, lançado em 5 de maio de 1980.   A banda, naquele álbum, era formada por Biff Byford (Vocal), Graham Oliver (Guitarra), Paul Quinn (Guitarra), Steve Dawson (Baixo) e Pete Gill (Bateria).   Um riff que praticamente sintetiza o que é a New Wave Of British Heavy Metal. Assim se dá o início de um dos clássicos do estilo, "Wheels Of Steel". O ritmo é mais cadenciado e o peso está na dose certíssima, sendo um fator apenas para acrescentar o brilhantismo da canção. O toque final para se atingir a perfeição é uma atuação soberba de Biff Byford, conquistando o ouvinte com sua voz marcante e interpretação impactante. Faixa extraordinária!   A letra é sobre velocidade:   I'm burnin' aviation fuel my foot's to the floor Ya know she's crusin one-forty she'd do even more I'm burnin' solid rubber I don't take no bull ...